O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou ontem(7),
por unanimidade, a rejeição das contas de 2014 do governo Dilma Rousseff. Os
ministros acompanharam o voto do relator do processo, ministro Augusto Nardes,
em sessão extraordinária realizada no plenário do TCU. Com isso, o tribunal
apresenta sua recomendação ao Congresso Nacional, que deverá aprovar ou não as
contas do governo.
A análise do TCU ocorreu
sobre duas questões. Uma delas foi o atraso no repasse de recursos para a Caixa
Econômica Federal e o Banco do Brasil, referentes a despesas com programas
sociais do governo, o que configuraria operação de crédito. O outro ponto, questionado pelo Ministério Público,
tratou de cinco decretos envolvendo créditos suplementares assinados pela
presidenta Dilma Rousseff, sem autorização do Congresso Nacional.
No voto, Augusto Nardes destacou que houve “afronta de
princípios objetivos de comportamentos preconizados pela Lei de
Responsabilidade Fiscal, caracterizando um cenário de desgovernança fiscal”.
Ele também afirmou que o governo criou “uma irreal condição”, que permitiu um
gasto adicional de forma indevida.
“O não registro dos pagamentos das subvenções, o não
registro de dívidas contraídas e a omissão das respectivas despesas primárias
no cálculo do resultado fiscal criaram a irreal condição para que se editasse o
decreto de contingenciamento em montante inferior ao necessário para o
cumprimento das metas fiscais do exercicio de 2014, permitindo, desse modo, a
execução indevida de outras despesas”, concluiu Nardes.
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